Legislativo solicita revisão do contrato sobre extração da madeira do Horto Municipal

Revisão do contrato de dação em pagamento de parte da área povoada em madeira existente na Floresta Municipal, realizado em 2015 em favor do Hospital Santa Casa de Caridade será solicitada pela Câmara Municipal do Poder Executivo.

          O requerimento da vereadora Suzana Alves (PRB) observa a notória depredação do espaço. “Entendemos que não há respeito à legislação e quem vive no interior vê uma grande devastação da área”, esclareceu a vereadora.

          A indicação solicita a anulação do contrato, considerando o descumprimento da lei que define plano de ação para o horto floresta e designa um limite de espaço e tempo para extração de madeira.

          Durante a discussão da matéria, as vereadoras Zulma Ancinello (PRB) e Josefina Soares (PP) explanaram sobre a importância do reflorestamento da área, sugerindo ação do Poder Legislativo junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente para o plantio de novas áreas.

             Os vereadores Rafael Alves (PMDB) e Vilson Brites (PMDB) questionaram o valor cobrado pelas árvores de R$ 500.000,00, considerado muito abaixo do valor real. O presidente da Casa Legislativa, vereador Fernando Tarragó (PSD), salientou que a autorização para o ato foi aprovado pela Câmara Municipal, conforme embasamento técnico de engenheiro florestal constante no Projeto de Lei do Poder Executivo que definia o valor da área. “Também registramos que agora nota-se o valor de industrialização da madeira, na época já passada da fase de corte, e está sempre precisará novos investimentos e, assim, será valorizada”, esclareceu Tarragó.

         O vereador Eric Lins (DEM) destacou a possibilidade de avaliação para checagem se houve vicio no processo jurídico que resultou no contrato.

 

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